quinta-feira, 18 de março de 2010

Garanhuns











Fui ao Recife este ano afim de "cutucar" os ingredientes, a comida, corri os supermercados, os mercados, as feiras livres, encontrei muita coisa legal. Mercados públicos funcionando como entrepostos de alimentos e não como meros pontos turísticos, feiras maravilhosas de orgânicos e agricultura familiar (como já mencionei em outro post). Queria mais, então um grande amigo, professor da UPE (Universidade de Pernambuco) me convidou para passar uns dias em Garanhuns, onde ele leciona. Uma cidade muito bonita. Estava procurando justamente grãos e farinhas de mandioca quando encontrei o Mercado de Farinha, um lugar criado pela prefeitura para o pequeno produtor vender seu excedente, tanto de farinha quanto de grãos (feijões, favas, milho, etc.).
O entorno do mercado de farinha também é muito interessante: tem uma feira do pequeno agricultor (o entorno de Garanhuns tem muitos assentamentos de agricultura familiar)e o mercado municipal, que também vende grãos e farinhas, traquitanas para casa, roupas, carnes, sapatos, brinquedos, fumo de rolo, além de pequenos boxes onde se encontra comidas típicas, bebidas e histórias de amor ou de valentia. Escolhi algumas imagens que mais dá a noção da diversidade que é este grande ponto de vendas e trocas. A mulher na foto chama-se Cineide, do bar São Luiz.














Fotos: Adelmo Lapa

Terra Madre Brasil

Falando em Agricultura familiar e cultura orgânica, a partir de amanhã (19/03)começa em Brasília, DF, a 2ª edição do Terra Madre Brasil na FUNARTE, com a presença do criador do movimento Slow Food, Carlo Petrini.

Feira de orgânicos e agricultura familiar





Pequena feira de agricultura familiar em Recife, PE, todas as sextas no bairro do Espinheiro.Os produtos são orgânicos e os preços são excelentes. Aliás, em Recife se pratica um preço justo tanto nas feira como nos supermercados ao contrário de outras capitais, principalmente Rio e São Paulo. Os agricultores são de um assentamento em Pombos, início do Agreste pernambucano.











Fotos: Adelmo Lapa

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Casa de Farinha

Tomei conhecimento da existência da casa de farinha através de Dª Isabel, uma senhora pequenininha que foi trabalhar em minha casa quando eu tinha 8 anos. Mais precisamente, tomei conhecimento da tal casa pela falta do dedo apontador desta mesma senhorinha que o tinha perdido "sevando" mandioca. O ano era 1978 e morava no bairro de Casa Forte, em Recife. Nunca estive em uma casa de farinha, mas o fato de ser um local de encontro, de conversas me interessa bastante. Acabei de ler um trabalho de pesquisa muito interessante sobre casa de farinha, intitula-se Casa de Farinha, de Ana Rita Paixão e Fernando Lemos, realizada em 1986 pela Divisão de Folclore do INEPAC RJ. A pesquisa é focada na relação dos usuários da casa, que por um tempo se mudam das suas casas e passam a viver na casa de farinha até o fim da produção.São relatos do dia-a-dia dessas pessoas. Muito bom.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Fruta-pão (nhoque)

Achar fruta-pão no Rio é quase uma "graça alcançada". Andava com saudade de uma bela fruta-pão, quando me deparei com algumas lindas na feira da Glória, baratíssimas (R$ 2 cada). Comprei uma, a mais verde. Corri pra casa e fiquei namorando, fotografando, matando a saudade. É quase incomum alguém preparar fruta-pão no Rio de Janeiro, apesar da grande quantidade de pés pela cidade. Aliás, o pé é de uma beleza! No Recife é muito comum, no café da manhã ou no jantar, cozido, apenas com manteiga, mas pode ser também com charque refogada, carne assada, queijo, gratinado etc. Cozinhei na água e sal um pedaço para matar a saudade imediata, e o restante assei no forno para fazer um nhoque, quase não precisei de farinha, ficou muito leve. Para 350g de fruta-pão, usei 60g de queijo coalho de leite cru em substituição ao parmesão, apenas 60g de farinha, mais para soltar das mãos e duas gemas de ovos médios. Misturo sempre as gemas com a base quente (batata, aipim, etc.), então misturo o resto. Vou fazê-lo com um ragu de costela de cordeiro de charque e queijo coalho ralado. Mando fotos.

fruta-pão





FRUTA-PÃO

(fru.ta-pão) Bot.

sf.
1 Árvore da fam. das moráceas (Artocarpus incisa), nativa da Ásia, de frutos compostos, us. na alimentação humana.
2 O fruto dessa árvore, grande, globoso ou ovóide, cuja polpa tem consistência e sabor semelhante aos do pão.

[Pl.: frutas-pães, frutas-pão]


(in: Aulete Digital)

Fruta-pão

s.f. Fruta redonda ou ovalada, que possui a casca áspera e a polpa farinácea. &151; O mesmo que artocarpo. É um dos alimentos mais importantes dos povos das ilhas tropicais do oceano Pacífico. Os ilhéus colhem a fruta-pão antes que amadureça. Cozinham-na sobre pedras aquecidas. Também podem prepará-la de forma que se conserve por semanas. Fazem isto assando-a inteira em braseiros cavados no chão. Por vezes, os ilhéus reduzem a fruta-pão a uma pasta e a armazenam debaixo da terra, onde fermenta ligeiramente.

http://www.dicionariodoaurelio.com/dicionario.php?P=Fruta-pao


fruta-pão
s. f.

O mesmo que artocarpo.


http://www.priberam.pt/DLPO/default.aspx?pal=fruta-p%C3%A3o


artocarpo
(arto- + carpo)
s. m.
Árvore da Oceânia, mais conhecida por árvore-do-pão.

http://www.priberam.pt/DLPO/default.aspx?pal=artocarpo


Artocarpus incisa

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

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Wikipedia:Como ler uma caixa taxonómicaComo ler uma caixa taxonómica
Artocarpus altilis
Artocarpus altilis.jpg
Classificação científica
Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Rosales
Família: Moraceae
Género: Artocarpus
Espécie: A. altilis
Nome binomial
Artocarpus incisa

A fruta-pão (nome científico: Artocarpus altilis) é uma árvore que chega a medir até 15 m, da família Moraceae, de raiz vermífuga, folhas grandes, coriáceas, penatipartidas, flores apétalas, pequeninas, as masculinas em espiga e as femininas em receptáculos onde se formam os frutos compostos. Nativa da Ásia, é cultivada em várias regiões tropicais, por seus múltiplos usos medicinais, para extração de fibras da casca, pelo cerne resistente da madeira e pelos frutos.

Também é conhecida como árvore-do-pão (TIM), castanheira, fruta-de-pão, fruteira-pão e rima.

Foi trazida na colonização para o Brasil, mas quando o império português chegou, foi banida por ordem do imperador e quase dizimada completamente.


Portuguese Portuguese

fruta-pão (botânica - fruto)

English English

breadfruit (botânica - fruto)

German German

Frucht des Brotbaumes (botânica - fruto)

French French

fruit de l'arbre à pain (botânica - fruto)

Italian Italian

frutto dell'albero del pane (botânica - fruto)

Spanish Spanish

fruto del árbol del pan (botânica - fruto)

Dutch Dutch

broodvrucht (botânica - fruto)

Swedish Swedish

brödfrukt (botany - fruit)

http://www.woxikon.com/por/fruta-p%C3%A3o.php

Fotos: Adelmo Lapa (exceto foto wikipédia)